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Conferência debate a influência de intelectuais no cenário político brasileiro

Conferência debate a influência de intelectuais no cenário político brasileiro
Para discutir aspectos referentes aos intelectuais e sua influência na política e economia brasileira, a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas contou com a participação do professor de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques, que debateu sobre os aspectos que possibilitam a mobilização e revolução no cenário político e econômico do país. O evento aconteceu na noite da quarta-feira (4), no auditório B, do Centro de Convenções Ruth Cardoso.
De acordo com o palestrante, os intelectuais do país possuem uma influência de maneira reduzida e criticou a posição escolhida por estas pessoas. “Eles estão sempre servindo a uma ideologia da classe dominante, de tal maneira que os intelectuais no Brasil estão a serviço do poder. Agora, aqueles que são críticos enfrentam o Poder de Estado e estão para denunciar o que está oculto”, destacou Ouriques.
Para o pesquisador, é necessário um debate mais amplo e sem discriminação às diferenças. Além disso, fez uma comparação histórica sobre a presença desses intelectuais no país e falou que estes sempre  estiveram ao lado da classe dominante. “Existiram alguns intelectuais com prestígio acadêmico e que estiveram do lado do povo, mas estes são a minoria, a exceção à regra”.
Na conferência, houve abertura para o debate com diversas colocações e dúvidas expostas pelo público presente. O professor finalizou destacando a importância dessas pessoas na contexto político e na busca de uma sociedade mais justa. “A consciência dos intelectuais é muito importante. E a responsabilidade deles consiste, precisamente, em escolher entre a vida de privilégio que terão se ficarem do lado da classe dominante ou  arriscar seu próprio pescoço em nome da dor da maioria da população. Esse é o drama dos intelectuais”, enfatizou.

O encontro foi mediado pelo professor de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Adriano Nascimento.

Graziela França- estudante de Jornalismo
Fotos: Thiago Prado
 

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