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Espetáculo ‘Floresta mágica’ passa mensagem lúdica sobre a normalidade das diferenças

Espetáculo ‘Floresta mágica’ passa mensagem lúdica sobre a normalidade das diferenças

Era uma vez uma floresta onde habitavam seres diferentes que possuíam características particulares. Até que o vilão Monocromático, fica incomodado com a beleza individual de cada um. E então, resolve roubar a princesa Arco-Íris e todas as cores do mundo mágico, deixando todos os seres iguais. Mas os habitantes começam a perceber que ser igual não é legal, e que o bom é ser diferente… Essa foi a  mensagem passada pela peça teatral Floresta Mágica em comemoração aos 200 anos de Alagoas, no último dia de atividades da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

O enredo termina quando os moradores da floresta mágica resgatam a princesa e trazem de volta todas as cores, deixando cada um da maneira que deve e quer ser. A peça, com atuação impecável, foi encenada por alunos da Associação Pestalozzi de Maceió, Fundação Casa do Especial (Funcae) e Associação Família Alagoana de Down (FamDown).

De acordo com Alexandre Lima, coordenador de atividades cênicas da Associação Pestolazzi, exercícios práticos como esse são de extrema importância para os alunos das três instituições. “Além do teatro, da dança e da música, trabalhar o cognitivo e a questão de desenvolvimento intelectual proporciona também a socialização, memorização de textos, trabalho em equipe e a coordenação motora. É uma ferramenta que vai além do simples atuar, a gente trabalha toda uma questão social por meio de tudo isso”, explicou.

Uma apresentação de Tango feita por dois dos alunos iniciou o espetáculo. E a partir dali, a plateia composta por pessoas de todas as idades, pôde acompanhar o comprometimento e dedicação dos atores que apresentaram a peça. A encenação foi recheadaa de música, dança, gargalhadas, improvisos e muita força de vontade vinda de pessoas que, muitas vezes, são consideradas incapazes, somente por serem diferentes das outras pessoas.

Pestolazzi, Funcae e FamDown

As instituições envolvidas são associações sem fins lucrativos que atendem crianças, adolescentes e adultos com deficiências intelectual, auditiva, visual e física. Elas atuam desenvolvendo com eles atividades de educação, saúde, esporte, lazer e cultura.

 

Thamires Ribeiro – estagiária de Jornalismo

Fotos: Renner Boldrino

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