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Oficina desperta a teatralidade dos participantes na Bienal

Oficina desperta a teatralidade dos participantes na Bienal

Arthur Martins, da Cia Fulanos Ih! Sicranos ministrou a Oficina de Teatro, na sala Umbu, na tarde desta quinta-feira (5), dentro da programação da 8ª Bienal do Livro. Ele usou um pouco de sua metodologia como diretor para despertar o lado teatral dos presentes e formar uma cena curta com o material criado e trazido pelos próprios interessados.

“Isso é uma pequena parte que eu costumo trabalhar nas direções teatrais que participo. Eu faço esses jogos para trazer o que há de teatralidade em cada pessoa”, contou. A técnica de trabalhar com jogos  faz parte de um princípio seguido e estudado pelo diretor de não forçar no ator o que ele espera, mas de fazer com que o mesmo colabore e participe ativamente da criação do personagem. “Eu parto do princípio de que eu não vou impor o que é o teatro pra ninguém, não vou impor personagem ou uma forma de interpretação, pois cada pessoa já tem essa teatralidade. Eu só faço jogos para tocar o que de teatral ela já tem e com os jogos eu trago isso mais a tona. Vamos para o caminho do exagero para depois ir diminuindo e encaixando na medida certa em cada situação”, explicou.

Arthur ressaltou a importância da existência de espaços diversos na programação da Bienal e também como o teatro pode unir todas as discussões apresentadas no evento e dinamizá-las. “É um evento que já caracterizou-se pela diversidade. Então o teatro vem, a meu ver, para unir muitas coisas que já acontecem aqui. Tem o livro, as exposições e apresentações, palestras discussões… e no teatro eu consigo unir essas coisas. E a proposta [da Cia] pra a Bienal é de explorar a diversidade de cada pessoa. Eu fiquei muito feliz com a quantidade de pessoas que apareceram para a oficina e com a diversidade. Uma garota de 11 e uma senhora de 60 participando do mesmo espaço e todo mundo aprendendo junto. Eu posso dizer que o objetivo foi alcançado”, ressaltou.

A Cia Fulanos Ih! Sicranos participa da Bienal desde o primeiro dia do evento com os espetáculos Quem sabe faz ao vivo e Sensorial, que serão apresentados mais uma vez nos dias 7 e 8, respectivamente. Além dos espetáculos e da oficina de teatro, Arthur ainda ministrou a Oficina de Cartonera e enfatizou que a participação no evento serviu para despertar e oferecer aquilo que há de mais diverso nele também.

Os espetáculos são abertos ao público e a entrada gratuita.

Sara Graziele – estudante de Jornalismo

Fotos – Thiago Prado e Renner Boldrino

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